Blockchain Layer 1
Quando alguém começa a estudar criptomoedas, é comum encontrar termos como Ethereum, Solana, Avalanche, Cardano e outras redes blockchain. Todas elas possuem características diferentes, mas várias pertencem a uma categoria fundamental do ecossistema: as blockchains Layer 1.
Entender o que significa Layer 1 é importante porque essas redes funcionam como uma espécie de infraestrutura principal sobre a qual outras aplicações e tecnologias podem ser construídas.
Contratos inteligentes, DeFi, NFTs, stablecoins e diversas aplicações descentralizadas podem depender diretamente de uma blockchain Layer 1.
Neste guia, você vai entender o que é uma Layer 1, como ela funciona, quais são suas principais características e por que esse tipo de blockchain é tão importante para o mercado de criptomoedas.
Para conhecer exemplos de redes e projetos desse segmento, consulte também o guia completo sobre Altcoins Layer 1.
Aviso: este conteúdo é exclusivamente educativo. A explicação de projetos e tecnologias não constitui recomendação de investimento.
O que significa Layer 1?
Layer 1 significa literalmente Camada 1.
No contexto blockchain, o termo normalmente descreve a rede principal que possui sua própria infraestrutura, mecanismo de consenso e regras para validar transações.
Ethereum é um exemplo conhecido.
Solana também.
Cardano e Avalanche são outros exemplos.
Essas redes não dependem de outra blockchain principal para validar sua própria estrutura de consenso.
Como funciona uma Layer 1?
Uma blockchain Layer 1 precisa resolver alguns problemas fundamentais.
Entre eles estão:
- validar transações;
- manter o estado da rede;
- alcançar consenso;
- impedir gastos duplos;
- garantir segurança;
- registrar dados;
- executar regras do protocolo.
Cada projeto resolve esses problemas de maneira diferente.
Essa diferença tecnológica é uma das principais razões pelas quais existem tantas blockchains.
Ethereum como exemplo
Ethereum é uma das principais blockchains Layer 1 do mercado.
Sua característica mais importante é a capacidade de executar contratos inteligentes.
Isso permitiu o surgimento de um enorme ecossistema de aplicações.
Entre elas estão:
- exchanges descentralizadas;
- protocolos DeFi;
- stablecoins;
- NFTs;
- aplicações Web3;
- soluções Layer 2.
Por isso, estudar Ethereum significa estudar uma parte importante da evolução das blockchains programáveis.
Solana
Solana também é uma blockchain Layer 1.
A rede foi projetada com foco em alta capacidade de processamento e baixa latência.
Seu ecossistema cresceu significativamente e inclui aplicações financeiras, mercados digitais e diferentes projetos Web3.
A existência de múltiplas Layer 1 demonstra que não existe apenas uma maneira de construir uma blockchain.
Quais são as principais características?
Segurança
A própria rede precisa estabelecer mecanismos para proteger seu histórico.
Consenso
Participantes da rede precisam chegar a um acordo sobre o estado válido da blockchain.
Descentralização
O nível de distribuição entre validadores pode variar bastante.
Escalabilidade
A rede precisa processar transações de maneira eficiente.
Programabilidade
Algumas Layer 1 permitem execução de contratos inteligentes.
O que é o trilema blockchain?
Um dos conceitos mais conhecidos é o chamado trilema blockchain.
Ele envolve três objetivos:
- descentralização;
- segurança;
- escalabilidade.
A dificuldade está em otimizar os três simultaneamente.
Alguns projetos priorizam maior descentralização.
Outros procuram maior velocidade.
Essa escolha produz arquiteturas diferentes.
Quais Layer 1 merecem ser estudadas?
Entre os principais exemplos estão:
- Ethereum;
- Solana;
- Cardano;
- Avalanche;
- BNB Chain;
- Polkadot;
- Cosmos;
- Sui;
- Aptos.
Cada uma possui arquitetura e objetivos diferentes.
Para comparar essas categorias, veja o panorama das principais Altcoins Layer 1.
Layer 1 pode usar Layer 2?
Sim.
Uma Layer 1 pode servir como camada principal enquanto soluções Layer 2 processam determinadas atividades.
Ethereum é um exemplo importante dessa arquitetura.
Arbitrum e Optimism são exemplos de soluções construídas para ampliar a capacidade do ecossistema Ethereum.
Por que Layer 1 é importante para as altcoins?
Muitas altcoins estão diretamente relacionadas ao funcionamento de suas próprias blockchains.
O token nativo pode ser utilizado para:
- pagar taxas;
- participar do consenso;
- staking;
- governança;
- utilização de aplicações.
Por isso, compreender Layer 1 ajuda a compreender o funcionamento de grande parte do mercado de altcoins.
Quais são os desafios?
Layer 1 enfrenta desafios como:
- escalabilidade;
- segurança;
- descentralização;
- custos;
- concorrência;
- desenvolvimento;
- adoção.
Uma tecnologia tecnicamente avançada não garante automaticamente que uma rede terá usuários.
Como avaliar uma Layer 1?
Algumas perguntas são fundamentais:
Quantos validadores existem?
Como funciona o consenso?
Qual é o nível de descentralização?
A rede possui aplicações?
Existe atividade de desenvolvedores?
Qual é a capacidade de processamento?
Como funciona a emissão do token?
Quais concorrentes existem?
Essa abordagem é muito mais útil do que observar apenas o preço da criptomoeda.
Conclusão
Layer 1 é a camada fundamental de uma blockchain independente.
Ethereum, Solana, Cardano, Avalanche e outras redes demonstram como diferentes arquiteturas podem resolver problemas semelhantes de maneiras diferentes.
Para continuar estudando as principais redes desse segmento, consulte o guia de Altcoins Layer 1.
Fonte de autoridade: Ethereum.org
Aviso: conteúdo educativo. Não constitui recomendação financeira.